3.28 Stylosanthes viscosa (L.) Sw., Prodr. 108. 1788.

Ervas geralmente prostradas, por vezes eretas; ramos denso-tomentosos, glandulosos, inermes. Estípulas ca. 3 mm compr., soldadas, amplexicaules, adnatas à base do pecíolo, triangulares, persistentes. Folhas imparipinadas, 3-folioladas; pecíolos ca. 1 mm compr., puberulentos, glandulosos; raque foliar ca. 0,7 mm compr., puberulenta; folíolos 4-10 × 2-4,5 mm, elípticos, base acuminada, ápice acuminado, margem inteira, face adaxial esparso-puberulenta, face abaxial puberulenta a tomentosa; nectários foliares ausentes. Inflorescências espiciformes, multifloras, terminais. Flores papilionadas, pentâmeras, não ressupinadas; cálice gamossépalo, ca. 5 × 0,8 mm, infundibuliforme, verde, glabro; corola dialipétala, vexilo ca. 9,6 × 3 mm, alas ca. 8 × 1,3 mm, carenas ca. 7,3 × 1,3 mm, amarela; estames 10, monadelfos, ca. 4 mm, homodínamos; anteras dimórficas, 0,2-0,6 compr., rimosas; ovário ca. 3,6 mm compr., séssil, glabro; estilete ca. 1,5 mm compr., glabro. Lomentos, artículos 2, 2-3 × 1,4-2 mm compr., esparso-puberulentos, indeiscentes. Sementes 1, reniformes, ca. 1,3-2,4 × 0,8-1,1 mm, pretas.

Ocorrente no Brasil, Cuba, Panamá, Guiana Francesa, Honduras Britânicas, México e Venezuela (Costa 2006). No Brasil ocorre em todas as regiões e em todos os Estados, exceto no Acre e no Tocantins. Habita a Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica (BFG 2015, material suplementar). No PNMJ ocorre na formação Arbustiva Aberta Não Inundável, Mata Degradada e Área Antropizada. Coletada com flores e frutos durante todo o ano.

Esta espécie é a mais frequente de seu gênero no Parque. São ervas geralmente prostradas, e é a que possui os menores folíolos dentro do gênero. Pode ser identificada por possuir tricomas glandulares no caule e nos ramos.

Material examinado: BRASIL, ESPÍRITO SANTO, Vila Velha, Parque Natural Municipal de Jacarenema, 20.IV.2011, L. A. Silva 003 (VIES); 17.IX.2010, B. Z. Rohor 01 (VIES) .