3.32 Zornia glabra Desv., Mém. Soc. Linn. Paris 4: 325. 1826.
(Figs. 3 E-G)
Ervas; ramos glabros, inermes. Estípulas ca. 6 × 3 mm, estreitamente espatuliformes, livres, persistentes. Folhas paripinadas, 2-folioladas; pecíolos ca. 14 mm compr., glabros; folíolos 27 × 7-8 mm, lanceolados, base acuminada, ápice acuminado, margem inteira, faces abaxial e adaxial glabras; nectários foliares ausentes. Inflorescências espiciformes, multifloras, terminais. Flores papilionadas, pentâmeras, não ressupinadas; cálice gamossépalo, ca. 3 mm compr., campanulado, glabro; corola dialipétala, vexilo ca. 6 × 9 mm, alas ca. 6 × 4,4 mm, carenas ca. 9,8 × 3 mm, amarela; estames 10, monadelfos, ca. 10 mm compr., homodínamos; anteras dimórficas, 3-4 mm compr., rimosas; ovário ca. 6,5 mm compr., séssil, glabro; estilete ca. 3,5 mm compr., glabro. Lomentos 1 × 0,2 cm, esparso-tomentosos, indeiscentes. Sementes 4-6, orbiculares, 1 × 1 mm, oliváceas.
Espécie ocorrente na Argentina, Brasil, Guianas (Perez 2009), Suriname e Peru (Mohlenbrock 1961). No Brasil é encontrada nas regiões Nordeste (AL, BA), Sudeste (ES, RJ, SP) e Sul (SC), nos Domínios Fitogeográficos do Cerrado e Mata Atlântica (BFG 2015, material suplementar). No PNMJ ocorre em Área Antropizada e Mata Degradada. Coletada com flores em abril, setembro e novembro.
Esta espécie pode ser facilmente reconhecida pelas bractéolas peltadas. Este é o primeiro registro de ocorrência desta espécie para o PNMJ.
Material examinado: BRASIL, ESPÍRITO SANTO, Vila Velha, Parque Natural Municipal de Jacarenema: 13.XI.2010, B. Z. Rohor 08 (VIES); 20.IV.2011, L. A. Silva 006 (VIES) .