3.11 Clitoria fairchildiana R.A. Howard., Baileya 15(1): 16. 1967.
Arbustos, ca 2,5 m alt.; ramos glabros, inermes. Estípulas 5 × 2-3 mm compr., triangulares, livres, decíduas. Folhas imparipinadas, 3-folioladas, pecíolos ca. 45 mm compr., glabros; raque foliar ca. 21 mm compr., glabra; folíolos 90-160 × 33-53 mm, elípticos, base arredondada, ápice cuspidato, margem inteira, faces abaxial e adaxial glabras; nectários foliares ausentes. Inflorescências 16-22-floras, terminais. Flores papilionadas, pentâmeras, ressupinadas; cálice gamossépalo, 16 × 6 mm, tubuloso, verde, glabro; corola dialipétala, lilás, vexilo ca. 40 × 33 mm, alas 25 × 8 mm, carenas 29 × 7 mm, não espiraladas; estames 10, diadelfos, ca. 30 mm compr., homodínamos; anteras uniformes, ca. 1,5 mm compr., rimosas; ovário ca. 21 mm compr., séssil pubescente; estilete ca. 8 mm compr. Legumes 13-18 × 4-5 cm, glabros, deiscentes. Sementes não observadas.
Ocorrente no Brasil, cultivada nos Estados Unidos, América Central e Filipinas (Fantz 1977). É encontrada em todo o Brasil, exceto nos estados AC, RR e MT, na Amazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica (BFG 2015, material suplementar). No PNMJ ocorre em Mangue degradado e área antropizada. Coletada com flores e frutos em março.
É a única espécie do Parque que possui hábito arbustivo, corola papilionácea e cálice tubuloso. Este é o primeiro registro de ocorrência desta espécie para o PNMJ.
Material examinado: BRASIL, ESPÍRITO SANTO, Vila Velha, Parque Natural Municipal de Jacarenema, 01.III.2012, L. A. Silva 353 (VIES) .