1.9 Hymenaea fariana R.D. Ribeiro, D.B.O.S. Cardoso & H. C. Lima, Syst. Bot., 40(1): 151. 2015.
(Fig. 5E)
Arbustos a arvoretas, 3-8 m alt.; ramos glabros, inermes. Estípulas não observadas, decíduas. Folhas paripinadas, 2-folioladas; pecíolos 9-16 mm compr., glabros; raque foliar ausente; folíolos 35-69 × 18-35 cm, falciformes, base oblíqua, ápice agudo, margem inteira, faces adaxial e abaxial glabras; nectários foliares ausentes. Inflorescências racemosas, 6-9-floras, terminais. Flores actinomorfas, pentâmeras, não ressupinadas; cálice dialissépalo, tetrâmero, 8,5 × 8,5 mm, sépalas triangulares ou arredondadas, verdes, glabras; corola dialipétala, pentâmera, pétalas 20 × 10 mm, oblongas, brancas; estames 10, livres, 28-36 mm compr., homodínamos; anteras uniformes, 1,9-2,9 mm compr., rimosas, estaminódios ausentes; ovário não observado. Legumes 4,6-8,2 × 2,8-3,6 cm, papilosos, indeiscentes. Sementes 4-7, elípticas, 1,6-2,1 × 5-9 mm, creme.
No Brasil ocorre nas regiões Nordeste (SE) e Sudeste (ES). Habita o Domínio Fitogeográfico da Mata Atlântica (BFG 2015, material suplementar). No PNMJ ocorre em vegetação Florestal Não Inundável. Coletada com frutos em junho, julho e agosto. Coleta das flores sem data registrada.
Hymenaea fariana pode ser diferenciada entre as demais espécies do PNMJ pelas folhas 2-folioladas com folíolos falciformes.
Material examinado: BRASIL, ESPÍRITO SANTO, Vila Velha, Parque Natural Municipal de Jacarenema, 30.VIII.2008, H. C. de Lima et al. 7004 (RB, imagem digital); 25.VII.2012, L. A. Silva 231 (VIES); 25.VII.2012, L. A. Silva 232 (VIES) . 28. VI.2000, O. J. Pereira 6223 (VIES); s/d., K. S. Ribeiro s/nº (VIES) .