2.8 Mimosa elliptica Benth., J. Bot. (Hooker) 4 (32): 400.184 2.

Ervas, 1,2 m de alt.; ramos esparsamente pubescentes, armados. Estípulas, 5 × 1 mm, lanceoladas, livres, persistentes; folhas bipinadas, 7-10 pinas, 30-52-folioladas; pecíolos 7-8 mm compr., pubescentes; raque foliar 35-45 mm compr., pubescente a tomentosa; foliólulos 6-7 × 1 mm, elípticos, base assimétrica, ápice mucronulado, margem inteira, faces adaxial e abaxial glabras a puberulentas, pubescente na margem; nectário foliar ausente. Inflorescências capituliformes, ca. 39-floras, terminais. Flores actinomorfas, tetrâmeras, homomórficas, flores não ressupinadas; cálice gamossépalo, 0,45 × 0,25 mm, campanulado, verde, glabro; corola gamopétala; rosa, 1,4 × 1,4 mm, tubular; estames 6, livres, 7,8 mm compr., homodínamos; filetes brancos; anteras uniformes, 0,2 mm compr., rimosas; estaminódios ausentes; ovário 1 mm compr., estipitado, esparsamente puberulento; estilete 8 mm compr., glabro. Craspédios não observados.

Espécie ocorrente no Brasil e na Argentina. No Brasil ocorre nas regiões Nordeste (BA) e Sudeste (RJ, SP), nos Domínios Fitogeográficos da Mata Atlântica (BFG 2015, material suplementar). No PNMJ ocorre em área aberta não inundável. Coletada com flores em fevereiro e outubro.

Mimosa elliptica possui espinhos nos ramos, de 6-7 mm compr., pecíolos de 7-8 mm compr. Difere de Mimosa pudica por possuir espinhos menores, de cerca de 2 mm compr., menor número de pinas (4 vs. 7-10) e pecíolos maiores, com 28-33 mm de comprimento (vs. 8 mm compr.). Este é o primeiro registro de ocorrência desta espécie para o PNMJ.

Material examinado: BRASIL. ESPÍRITO SANTO: Parque Natural Municipal de Jacarenema: Vila Velha, 27.X.2012, L. A. Silva 285 (VIES); 17.II.2014, L. A. Silva 366 (VIES); 21.II.2014, L. A. Silva 369 (VIES) .