11.9 Scleria violacea Pilg., Bot. Jahrb. Syst. 30: 144. 1901.

(Fig. 7 M)

Ervas monoicas, perenes, isoladas, 52,6-94,4 cm alt, rizoma moniliforme. Bainhas 4,5-11 cm compr., papiráceas, aladas ao menos na porção distal do escapo, castanhas ou esverdeadas; lígulas de tricomas densos hialinos e flavos; contralígulas 6-8 mm compr., arredondadas; apêndices membranáceos presentes; lâminas foliares 11-53,1 x 0,7-1,5 cm, lineares, papiráceas, margens escabrosas, ápice inteiro. Escapos ca. 50 x 0,2-0,9 cm, glabros, ângulos inermes a inconspicuamente escabrosos. Bráctea involucral 3-20 x 0,4- 1, 1 cm, foliácea. Inflorescências paniculiformes. Espiguetas estaminadas 3,6-5,3 x 0,4-1,3 mm, lanceoloides a estreito-elipsoides, pediceladas a subsésseis, flores 8-12; glumas 1,2- 4,5 x 0,6-2,5 mm, subdísticas, ovais a lineares, papiráceas a membranáceas, face abaxial glabra, castanhas com margens vináceas a completamente vináceas, raramente estramíneas, carenas castanhas e escabrosas ou não evidentes, margens glabras, ápice mucronulado ou agudo; estames 3 por flor. Espiguetas pistiladas 5,2-8 x 0,7-1,3 mm, lanceoloides, sésseis; glumas 2,3-5,7 x 2-2,5 mm, subdísticas, ovais a triangulares, papiráceas, face abaxial glabra, castanhas com margens vináceas a completamente vináceas, raramente estramíneas, carenas castanhas e escabrosas ou não evidentes, margens glabras, ápice mucronulado ou agudo. Cúpulas persistentes nas espiguetas, não encobrindo os hipogínios, margem glabra. Hipogínios trilobados, lobos agudos. Núculas 3-3,9 x 1,8-2,5 mm, subglobosas a ovoides, por vezes trígonas, superfície lisa a rugulosa e pubescente, alvas a castanho-amareladas, com máculas acinzentadas, base não porada. Estilopódio ausente.

Ocorre na Guiana Francesa e Brasil (WCSP 2018). No Brasil ocorre na região Norte (PA e TO), Nordeste (MA, PI e BA) e Centro-Oeste (MT) (Flora do Brasil 2020 em construção, 2020). Nos campos de natureza de Cametá ocorre em moitas de vegetação e brejos temporários, em solo arenoso, por vezes encharcado.

Scleria violacea pode ser determinada pelo seu crescimento escandente, bainhas aladas ao menos na porção distal, lígulas de tricomas densos e inflorescência piramidal in situ. Scleria violacea apresenta semelhanças com S. cyperina (ver comentário de S. cyperina).

Material examinado: BRASIL, PARÁ, Cametá, Carapajó, ca. 10 km do porto, 07.VII.2017 , C. L. Braga-Silva et al. 157 (MG); Carapajó, 22. I.2017 , C. L. Braga-Silva et al. 74 (MG); Estrada Cametá-Juaba, 06.VII.2017 , A. Gil et al. 788 (MG); Estrada Cametá-Limoeiro, ca. 28 km do Centro Universitário de Cametá, lado direito da estrada, acesso pelo sítio do Sidinei, 05.VII.2017 , A. J. Fernandes-Júnior et al. 609 (MG); Estrada do Lixão, Cametá-Vila do Côco, ca. 20 km do Centro Universitário de Cametá, 05.VII.2017 , A. J. Fernandes-Júnior et al. 627 (MG); Sede Municipal, campo de natureza próximo a ponte do Rio Cupijó, 03.VII.2017 , C. L. Braga-Silva et al. 98 (MG); Sede Municipal, campo de natureza na beira da Estrada Transcametá, 24. I.2017 , C. L. Braga-Silva et al. 90 (MG); Sede Municipal, campo de natureza próximo a ponte do Rio Cupijó, 17.VIII.2016 , C. L. Braga-Silva et al. 23 (MG); Sede Municipal, campo de natureza próximo a ponte do Rio Cupijó, 16.VIII.2016 , C. L. Braga-Silva et al. 21 (MG) .