5.1 Eleocharis angustispicula R. Trevis., Syst. Bot. 35: 505. 2010.
(Fig. 3 A; Fig. 5 A)
Ervas perenes, cespitosas, 2-13 cm alt., rizomatosas. Bainhas 0,3-1,5 cm compr., membranáceas a papiráceas, ápice obtuso a agudo, por vezes dorsalmente apiculado, apêndice hialino rugoso ausente. Escapos 1-13 x 0,02-0,05 cm, capilares, quadrangulares a subcirculares em secção transversal, sulcos longitudinais presentes. Espiguetas 2-7 x 1-3 mm, ovoides, elipsoides a oblongoides; espiguetas acaules muitas vezes presentes; gluma inferior estéril, contínua com o escapo; glumas superiores 1,5-2,3 x 0,8-1 mm, ovais, elípticas a oblongas, membranáceas, lados estramíneos a castanho-claros, por vezes levemente vináceos, carenas esverdeadas a castanhas, margens hialinas, ápice obtuso a agudo; estames 3 por flor; estiletes trífidos; cerdas perigoniais vestigiais ou ausentes, raro pouco desenvolvidas, ca. 5, alvas, menores que a núcula, escabrosas. Núculas 0,7-1,2 x 0,4-0,6 mm, trígonas, obovoides a curto-elipsoides, superfície reticulada, por vezes, levemente verrucosa, com um breve colo entre corpo da núcula e o estilopódio, alvas; estilopódios piramidais a curto-piramidais, castanhos.
Eleocharis angustispicula é registrada pela primeira vez no estado do Pará, e até o momento, só havia sido registrada na região Centro-oeste (DF) brasileira (Flora do Brasil 2020 em construção, 2020; Trevisan & Boldrini 2010; WCSP 2018). Nos campos de natureza de Cametá a espécie é encontrada em margens de brejos temporários, beira de trilhas, estradas periodicamente alagadas e em lagoa artificial proveniente de extração de areia, em solos arenosos-humosos.
Eleocharis angustispicula difere-se de todas as outras espécies do gênero encontradas na área de estudo pelos escapos capilares, 1-13 x 0,02-0,05 cm, quadrangulares a subcirculares em secção transversal, bainha com ápice obtuso a agudo, por vezes dorsalmente apiculado, espiguetas acaules presentes, glumas superiores ovais, elípticas a oblongas, cerdas perigoniais vestigiais ou ausentes, raramente cerca de 5 e pouco desenvolvidas, núculas 0,7- 1,2 x 0,4-0,6 mm, trígonas, obovoides a curto-elipsoides, superfície reticulada, por vezes, levemente verrucosas, e estilopódios piramidais a curto-piramidais, castanhos.
Material examinado: BRASIL, PARÁ, Cametá, Carapajó, ca. 10 km do porto, 07.VII.2017, C. L. Braga-Silva et al. 150 (MG); Estrada Cametá-Juaba, a cerca de 9 km de Cametá, às margens da estrada, 06.VII.2017, A. Gil et al. 767 (MG); Estrada Cametá-Juaba, cerca de 14,5 km de Cametá, campo de natureza ca. 750 m da estrada à esquerda, borda de trilha, 06.VII.2017, A. Gil et al. 796 (MG); Estrada Juaba-Cametá, a cerca de 2,5 km de Juaba, estrada cruzando campo de natureza, 06.VII.2017, A. Gil et al. 800 (MG); Estrada do Lixão, Cametá-Vila do Côco, ca. 20 km do Centro Universitário de Cametá, lado esquerdo da estrada, 05.VII.2017, A. J. Fernandes-Júnior et al. 629 (MG); Sede Municipal, campo de natureza próximo a ponte do Rio Cupijó, 16.VIII.2016, C. L. Braga-Silva et al. 13 (MG); Sede Municipal, campo de natureza próximo a ponte do Rio Cupijó, 17.VIII.2016, C. L. Braga-Silva et al. 26 (MG); Sede Municipal, campo de natureza próximo a ponte do Rio Cupijó, 03.VII.2017 , C. L. Braga-Silva et al. 117 (MG).