3.7 Cyperus surinamensis Rottb., Descr. Pl. Rar. 20. 1772.

(Fig. 4 L)

Ervas perenes, cespitosas, 38-70 cm alt., rizomatosas. Bainhas 2-9 cm compr., papiráceas, castanhas a pardas, ápice oblíquo a truncado; lâminas foliares 25-70 x 0,2- 0,4 cm, verdes, lineares, papiráceas, faces abaxial e adaxial glabras, margens levemente escabras próximo ao ápice, ápice agudo. Escapos 28-62 x 0,1-0,3 cm compr., triangulares em secção transversal, faces planas ou convexas, escabrosos ao menos na porção distal. Brácteas involucrais 4-6, 4-30 x 0,1-0,3 cm, tamanhos desiguais, foliáceas, faces abaxial e adaxial glabras, verdes, superfície longitudinalmente canaliculadas, margens escabras, ápice agudo. Inflorescências anteliformes, de 1-3 ordens, compostas por espiguetas dispostas congestamente em fascículos; raios da inflorescência 1-6 cm compr. Espiguetas 3-7 x 1,5-2 mm, oblongoides a largo-elipsoides; glumas> 4 por espigueta, 1,3-1,5 x 0,3-0,5 mm, ovais, membranáceas, superfície glabra, verdes, castanhas quando maduras, carenas inermes, verde-escuras, margens glabras, ápice agudo, por vezes apiculado; estame 1 por flor; estiletes trífidos. Núculas 0,6-0,8 x 0,3-0,4 mm, trígonas, elipsoides, superfície pontuada a lisa, base atenuada, castanho-claras, ápice apiculado.

Ocorre nos Trópicos e Subtrópicos (WCSP 2018). No Brasil ocorre em todos os estados e Distrito Federal (Flora do Brasil 2020 em construção, 2020). Nos campos de natureza de Cametá a espécie é encontrada em ambiente antropizado, em solo arenoso-humoso, periodicamente alagado.

Cyperus surinamensis é caracterizada pelos escapos escabrosos ao menos na porção distal, pelas inflorescências anteliformes, de 1-3 ordens, com espiguetas dispostas congestamente em fascículos, castanho-esverdeadas, espiguetas oblongoides a largo-elipsoides e pelas núculas trígonas, elipsoides, com superfície pontuada a lisa, base atenuada, castanho-claras. Assemelha-se a C. luzulae (ver comentário de C. luzulae).

Material examinado: BRASIL, PARÁ, Cametá, Sede Municipal, área de transição entre campo de natureza e mata fechada, 03.VII.2017, C. L. Braga-Silva et al. 108 (MG).