Fidicinoides picea (Walker, 1850)

Principais sinonímias: Fidicina picea Walker, 1850; Fidicina pertinax Stål, 1864; Fidicina determinata Distant, 1881, Metcalf, 1963; Fidicina picea Wolda & Ramos, 1992 .

Cabeça (Figura 1A): ocelos laterais e mediano muito próximos entre si, situados em uma longa mancha escura, de contorno irregular, estendendo-se até a base das antenas, mas não atingindo o vértice, distância entre os ocelos laterais cerca de duas vezes maior que a distância que os separam dos olhos correspondentes, manchas suboculares não-unidas, rostro longo, com seu ápice estendendo-se entre o segundo e o terceiro par de pernas.

Tórax (Figura 1A): pronoto duas vezes mais longo que a cabeça e o pardacento, lobos supra-humerais pouco desenvolvidos, mesonoto pardacento e verde, portando quatro manchas pretas e simétricas (duas externas longas e estreitas, duas internas igualmente estreitas e em formato de vírgula, uma mancha estreita e duas pequenas manchas circulares, pretas, acima da elevação cruciforme) (Figura 1A).

Abdome (Figura 1B): pardacento, um pouco mais longo que a distância compreendida do vértice aos ápices posteriores da elevação cruciforme, cimbacaliptos rudimentares, último urosternito do macho (Figura 1D), cerca de duas vezes mais largo que longo, com leve depressão na margem anterior, margem lateral oblíqua e levemente côncava na sua metade, margem posterior côncava e arredondada, com ápices afastados entre si.

Asa anterior (Figura 1C): hialinas; com célula basal opaca, de coloração parda-escura, costa pardacenta igualando com a metade da asa, nervuras marrons.

Material examinado: BRASIL. Pará: Cachimbo. Fundação Oswaldo Cruz . 20.VII.1955. (L. Travassos, S. Oliveira & Pearson), 1; ibidem, 21.IX.1955. (L. Travassos & S. Oliveira), 1; ibidem, 09.X.1956. (L. Travassos, S. Oliveira & Adão), 1.

Comentário: Espécie de porte médio, próxima de F. pronoe, diferindo desta por apresentar as manchas externas do mesonoto não atingindo a elevação cruciforme. Anteriormente citada no gênero Fidicina, trata-se da primeira ocorrência desta espécie no Brasil, no Estado do Pará, sendo relatada também no México, na Venezuela, na Colômbia e no Equador (BOULARD & MARTINELLI,1996).