Potisangaba, Napp & Martins, 2009

Napp, Dilma Solange & Martins, Ubirajara R., 2009, Novos táxons em Heteropsini (Coleoptera, Cerambycidae), Papéis Avulsos de Zoologia 49 (4), pp. 73-80 : 73-75

publication ID

https://doi.org/ 10.1590/s0031-10492009000400001

persistent identifier

https://treatment.plazi.org/id/03E33D46-FFB3-FFF0-EB77-B82FFB388CE7

treatment provided by

Carolina

scientific name

Potisangaba
status

gen. nov.

Potisangaba View in CoL gen. nov.

Etimologia: Tupi, potiâ = peito; çangaba = marca. Alusivo às áreas de pontuação sexual do pronoto.

Espécie-tipo: Potisangaba panama sp. nov.

Fronte transversa, declive. Clípeo mais elevado que a fronte na base; sutura frontoclipeal indistinta. Tubérculos anteníferos um pouco elevados, arredondados no topo. Olhos desenvolvidos; lobos oculares inferiores bem proeminentes, ocupam toda a região lateral da cabeça e alcançam a face ventral da cabeça; faixa de ligação entre os lobos tão larga quanto um lobo superior; distância entre os lobos superiores pouco maior que o dobro da largura de um lobo. Genas, no maior comprimento, mais curtas que metade da largura do lobo ocular inferior. Face ventral da cabeça densamente pontuado-rugosa em toda a superfície. Mandíbulas um pouco robustas, triangulares, subangulosas no terço apical. Artículo apical dos palpos maxilares tronco-cônico, paralelo nos lados e truncado no ápice.

Antenas com onze artículos, mais longas que o corpo no macho. Escapo cilíndrico, sem depressão ou sulco na base. Antenômero III cilíndrico, os seguintes um pouco deprimidos e um pouco expandidos no ápice externo; III-V(VI) com espinhos curtos no ápice interno; III bicarenado e ligeiramente sulcado entre as carenas; IV-VII com única carena e sem sulco. Antenômero IV com metade do comprimento do III, tão longo quanto o escapo e distintamente mais curto que o V; XI com comprimento subigual ao do III.

Protórax apenas mais largo que longo, gradualmente alargado da margem anterior até o terço posterior; maior largura no nível do terço posterior; lados do protórax sem tubérculos. Pronoto ( Fig. 5 View FIGURAS 5‑8 ) convexo, sem gibosidades, opaco, praticamente impontuado e glabro; com duas áreas arredondadas dorso-basais de pontuação sexual formada por pontos grossos e muito irregulares, a superfície microesculturada. Prosterno subopaco, quase indistintamente alveolado-pontuado, sem áreas de pontuação sexual. Processo prosternal afilado entre as procoxas e expandido no ápice. Cavidades procoxais fechadas e arredondadas nos lados e muito estreitamente abertas atrás. Processo mesosternal aplanado, quase tão largo quanto a mesocoxa; lados um pouco sinuosos e ápice entalhado para encaixe da projeção anterior do metasterno que é quase tão larga quanto o processo mesosternal. Cavidades mesocoxais fechadas nos lados.Sulco mediano do metasterno profundo, alcança o quinto anterior.

Escutelo pequeno e triangular. Élitros alongados e estreitos, sem costas, subparalelos nos lados e truncado no ápice. Fortemente opacos, subglabros; no dorso com pequenos grânulos brilhantes e muito esparsos; margem externa com pontos evidentemente ásperos com cerdas curtas e rijas. Úmeros projetados, envolvem os lados da base do protórax.

Pernas longas e delgadas. Fêmures ligeiramente clavados, as abas apicais dentiformes; com pontos grossos, profundos, subcontíguos e um pouco ásperos exceto na base onde são menores e mais esparsos; com cerdas curtas, suberetas e esparsas.

Metafêmures ultrapassam o ápice elitral. Metatíbias bem delgadas, cilíndrico-deprimidas, sinuosas, bicarenadas e sulcadas. Esporões tibiais moderadamente alongados, o interno bem mais longo que o externo. Metatarsos muito alongados, tão longos quanto as metatíbias; metatarsômero I com metade do comprimento da metatíbia e mais longo que os II-V somados; I e II com faixa glabra central.

Discussão: Potisangaba gen. nov. pela forma esbelta do corpo e apêndices, padrão de colorido, tegumento em geral opaco e fêmures com pontos grossos e subcontíguos, assemelha-se a um grupo de pequenos gêneros sul-americanos: Allodemus Zajciw, 1962 , Erythropterus Melzer, 1934 , Eriphosoma Melzer, 1922 e Purpuricenopsis Zajciw, 1968 .

É particularmente semelhante a Erythropterus pelo protórax alargado para trás, antenas carenadas, fórmula antenal e fêmures subclavados e distingue-se por: presença de áreas de pontuação sexual dorso-basais no pronoto ( Fig. 5 View FIGURAS 5‑8 ); pronoto e lados do protórax praticamente impontuados; antenômeros III-V(VI) com espinhos apicais internos; élitros com pequenos grânulos no dorso e metatarsos tão longos quanto as metatíbias. Em Eythropterus, os machos não têm áreas de pontuação sexual, o pronoto e lados do protórax são alveolados, as antenas são inermes, os élitros são destituídos de grânulos e os metatarsos são, no mínimo, um terço mais curtos que as metatíbias.

Dos demais gêneros, Potisangaba separa-se pelo protórax alargado para trás, pela presença de áreas de pontuação sexual látero-basais no pronoto e pelos metatarsos tão longos quanto as metatíbias.

De Eriphosoma distingue-se ainda, pelo antenômero IV tão longo quanto o escapo e distintamente mais curto que o III e o V, fêmures subclavados e artículo apical dos palpos tronco-cônico não expandido para o ápice. Em Eriphosoma , o antenômero IV é evidentemente mais longo que o escapo e pouco mais curto que o III e o V, os fêmures são lineares e o artículo apical dos palpos é securiforme. Além disso, as áreas de pontuação sexual, quando presentes, situam-se no terço anterior dos lados do protórax e do pronoto.

De Purpuricenopsis , o novo gênero separa-se, além da conformação do protórax e das áreas de pontuação sexual no pronoto, por: antenas do macho pouco mais longas que o corpo, o antenômero XI subigual ao III em comprimento; lobos oculares inferiores muito desenvolvidos e proeminentes; genas mais curtas que metade da largura do lobo ocular inferior; processo prosternal afilado entre as procoxas; fêmures subclavados e metatarsos muito alongados. Em Purpuricenopsis , o protórax é arredondado nos lados; os machos não têm áreas de pontuação sexual; as antenas do macho ultrapassam o ápice elitral em 4,0-5,0 artículos, com antenômeros longos e cilíndricos, o XI mais longo que o III; os lobos oculares inferiores são pouco desenvolvidos e restritos aos lados da cabeça; as genas são tão longas quanto a largura do lobo ocular inferior; o processo prosternal tem cerca de um terço da largura da procoxa; os fêmures são lineares e os metatarsos são distintamente mais curtos que as metatíbias.

Allodemus também apresenta protórax arredondado nos lados e os machos não apresentam áreas de pontuação sexual. Além disso, o processo mesosternal é mais estreito que a mesocoxa e os artículos apicais dos palpos maxilares e labiais são dilatados para o ápice.

Estes gêneros podem ser diferenciados pelos caracteres da chave abaixo:

1. Protórax gradualmente alargado para trás, a maior largura no nível do terço posterior......2 Protórax regularmente arredondado nos lados, a maior largura no meio..................................3

2(1). Antenômeros III-V(VI) com espinhos apicais internos. Pronoto e lados do protórax impontuados. Dorso dos élitros com grânulos brilhantes e esparsos. Macho: pronoto com duas áreas arredondadas de pontuação sexual dorso-basais; metatarsos tão longos quanto as metatíbias ( Panamá)...... Potisangaba gen. nov. Antenômeros desarmados. Pronoto e lados do protórax alveolados. Élitros sem grânulos. Machos: sem pontuação sexual; metatarsos, no mínimo, um quarto mais curtos que as metatíbias ( Venezuela, Brasil, Bolívia, Paraguai, Argentina)............. Erythropterus Melzer, 1934

3(1). Lobos oculares inferiores pouco desenvolvidos e restritos aos lados da cabeça. Genas tão longas quanto a largura do lobo ocular inferior. Artículos apicais dos palpos maxilares e labiais cilíndricos. Processo prosternal, na menor largura, com um terço da largura de uma procoxa. Macho: antenas ultrapassam o ápice elitral em quase cinco artículos; antenômeros cilíndrico-alongados, não expandidos no ápice, o XI mais longo que o III ( Brasil)................... .......................... Purpuricenopsis Zajciw, 1968 Lobos oculares inferiores bem desenvolvidos, ocupam toda a região lateral da cabeça e avançam um pouco sobre a face ventral. Genas com cerca de um terço da largura do lobo ocular inferior. Artículos apicais dos palpos maxilares e labiais dilatados para os ápices. Processo prosternal afilado entre as procoxas. Macho: antenas ultrapassam o ápice elitral, no máximo, em três artículos; antenômeros pouco alongados e expandidos no ápice externo, o XI cerca de um terço mais curto que o III.........4

4(3). Ápices elitrais entalhados no lado externo, dentiformes ou com pequeno espinho no ângulo externo. Processo mesosternal tão largo quanto uma mesocoxa. Fêmures lineares ( Brasil, Paraguai, Argentina)........................... ............................... Eriphosoma Melzer, 1922 Ápices elitrais arredondado-truncados. Processo mesosternal cerca de um terço mais estreito que uma mesocoxa. Fêmures médios clavados, os posteriores subclavados ( Brasil, Paraguai, Argentina, Uruguai) .. Allodemus Zajciw, 1962

Kingdom

Animalia

Phylum

Arthropoda

Class

Insecta

Order

Coleoptera

Family

Cerambycidae

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